quarta-feira, 7 de março de 2012

Feliz Dia Internacional da Mulher...


“Feliz Dia Internacional da Mulher” a todas as mulheres de MS, do Brasil e do Mundo. Aqui deixo a minha mensagem, e espero que gostem!

A consolidação da mulher no mercado de trabalho e o crescente número dessas profissionais em altos cargos executivos no País vêm sendo uma grande vitória nos últimos anos. Elas por serem detalhistas, intuitivas, cuidadosas vêm buscando cada vez mais a igualdade com os homens, no que se refere ao mercado profissional.

Com uma visão mais global de tudo, elas conseguem ver a parte humana, que muitas vezes o mundo machista não vê, sendo assim, acabam por vencer o preconceito e ampliando seus conhecimentos no mercado de trabalho.

Como homem, fico satisfeito com a quantificação e a análise da incorporação da mulher no mundo do trabalho que hoje se tornou uma questão prioritária para todos nós. Na política, por exemplo, as mulheres, só tem a contribuir cada vez mais, por isso, a minha mensagem é no sentido de que não se omitam.

Como deputado por Mato Grosso do Sul, quero deixar registrado aqui, que em virtude de preocupação constante do Legislativo, que estou sempre atento a questões envolvendo mulheres, e dessa forma não me omito em dizer que sou autor de diversas ações que as beneficiam no estado de Mato Grosso do Sul. Como em março é comemorado o mês da mulher, friso algumas leis minhas voltadas para a categoria feminina.

A lei 2.337, de 6 de dezembro de 2001, obriga que as empresas do estado que comercializam produtos de higiene íntima, peças de roupas de banho adulta, masculinas e femininas, a fixar no local de revendas desses produtos, cartazes com orientações sobre o auto-exame dos seios, exame papanicolau e informações sobre o câncer de mama, de útero e próstata.

A dificuldade de acesso a serviços de saúde e o exame de mama, muitas vezes negligenciado nos exames de rotina, faz com que seja extremamente importante que a própria mulher se encarregue de realizar o auto-exame, podendo ela própria descobrir um possível câncer.

A saúde de mulheres deve ser uma das prioridades nas políticas públicas e privadas de nosso país. Nada mais justo que promover a educação com informações úteis, adequadas e com a valorização da saúde.

Já a lei 2.351, de 17 de dezembro de 2001, tem por objetivo acabar com a educação diferenciada em relação ao papel social da mulher, nas escolas da rede pública de ensino de Mato Grosso do Sul, através de medidas que preparem os seus agentes educacionais, seleção de textos didáticos que devem ser trabalhados no ambiente escolar, entre outras.

Através da estruturação da escola, dos hábitos nela desenvolvidos e dos conteúdos trabalhados, formam-se valores alienantes que impedem a mulher, assim como os demais segmentos sociais discriminados, de perceber e se revoltar contra a situação a que estão submetidos.

Uma das leis minhas de maior prestígio e que, sem sombra de dúvidas, trouxe e traz benefícios às mulheres do estado é a lei 2.376, de 21 de dezembro de 2001, que institui o parto solidário. O objetivo é assegurar melhor assistência às parturientes, dispondo de acompanhamento durante sua estada em estabelecimentos de saúde, com a intenção de apoiá-la e assisti-la, nos exames pré-natais e partos.

E o fornecimento gratuito de preservativo feminino pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) é garantido pela lei 2.418, de 30 de janeiro de 2002. A iniciativa visa a prevenção de DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis).

Outra lei de minha autoria, voltada às mães gestantes, é a 3.134, de 20 de dezembro de 2005, que dispõe sobre assistência especial àquelas cujos filhos recém-nascidos sejam portadores de deficiência. Elas devem contar com todo o auxílio referente aos cuidados especiais a serem tomados com o recém-nascido e também ao fornecimento de listagem de instituições, públicas e privadas, especializadas na assistência a portadores dessas condições especiais.

Não posso deixar de citar a lei n° 2.168 - Lei de Amparo e Combate à Violência Doméstica. Esta Lei é voltada com a questão dos direitos da mulher, que hoje é motivo de preocupação e discussão em toda a sociedade. A Lei obriga amparar e proteger a mulher de qualquer violência doméstica.

Parabéns mulheres...., não somente por hoje, mas por todos os dias ......
Parabéns as mulheres sempre!!!

domingo, 4 de março de 2012

Reforma em escola no município de Amambai



Nesta semana, na Assembleia Legislativa de MS, solicitei ao Secretário de Estado de Obras Públicas e de Transportes, Wilson Cabral, com cópia a Secretária de Estado de Educação, Maria Nilene Badeca da Costa, a reforma da Escola Estadual Coronel Felipe de Brum, no município de Amambai.

O pedido visa atender solicitação de representantes da referida Escola para que sejam efetuadas obras de conservação e melhoramentos, oferecendo aos alunos um ambiente agradável e seguro, o que certamente irá colaborar com o desempenho escolar.


Faço questão de salienatr ainda que, segundo denúncias, a Escola merece medidas emergenciais, pois está se deteriorando, com problemas em toda sua estrutura, principalmente na cozinha, que conta com o forro em péssimas condições, fazendo com que caia "sujeiras" em cima de panelas e alimentos, fatores esses que prejudicam a confecção de merenda dos alunos, bem como nosbanheiros e caixa d'água, esta por sua vez, encontra-se enfurrujada, prestes a cair e transmitir doenças aos alunos.

“Estes são motivos bem relevantes que merecem URGÊNCIA e ADEQUAÇÃO”, finalizei

domingo, 26 de fevereiro de 2012

GRAVIDEZ NA ADOLESCENCIA. FALTA DE INFORMAÇÃO OU FALTA DE CUIDADO?




A cada ano o número de adolescentes que engravidam tem aumentado; esta é uma característica de vários países, e aí se inclui o Brasil. As causas são o início cada vez mais precoce da atividade sexual, que também tem ocorrido mais cedo na vida das jovens, e na maioria das vezes é uma relação sem preservativos, o que aumenta a possibilidade de ocorrer uma gravidez não planejada e de se contrair uma DST – Doença Sexualmente Transmissível

Mais do que a falta de informação, o medo de assumir a vida sexual e a falta de espaço para discussão de valores no seio de suas famílias levam as adolescentes a se engravidar. Perdidas entre o "não pode" dos pais e o "faça" autoritário que impera na mídia, as adolescentes raramente conseguem alguém para ouvir seus conflitos e medos.

Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), desde 1980 o número de adolescentes grávidas entre 15 e 19 anos aumentou 15%.

Só para que você tenha uma ideia do que isso significa: são cerca de 700 mil meninas tornando-se mães a cada ano no Brasil. Desse total, 1,3% são partos realizados em garotas de 10 a 14 anos.

Estima-se que no Brasil, uma entre cada quatro mulheres que são mães, tem menos de 20anos de idade. Essas jovens raramente estão preparadas fisicamente e muito menos psicologicamente para exercer a função materna.

Hoje em dia não é raro vermos adolescentes com 13 ou 14 anos a espera do seu primeiro filho. Além dessas jovens serem mães muito cedo, elas perdem parte da infância e precisam amadurecer muito rápido.

Esta sendo a realidade para muitos jovens, é um assunto que preocupa a sociedade em geral , pois traz sérias conseqüências para a vida de todos nós. Por isso, é uma questão que deve ser levada a sério.

Com esta preocupação, que eu trouxe para a sociedade através de mais um programa “Picarelli Debate”, realizado neste sábado (13/02/2012), o tema: “GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA”, um assunto que cabe inúmeras discussões, pois vivemos numa era em que há muita informação quanto aos métodos contraceptivos; porém nem todos têm o mesmo acesso a elas, ou simplesmente ignoram a importância deles.

Mas, na realidade, quais seriam os motivos que levariam uma adolescente a engravidar? Será que os jovens não estão se preocupando com o risco que eles estão correndo? O que significa uma gravidez não planejada em suas vidas?

Para participar deste debate e sanar alguma dúvidas sobre riscos para a saúde da adolescente que enfrenta uma gravidez precoce, conversei com profissionais renomados na área: o médico ginecologista obstetra, Cezar Galhardo; a gerente técnica do programa saúde da mulher – Sesau , Fabiana Cavalcante de Araujo Sanches; a psicóloga e especialista em sexologia, Odete Fiorda; o especialista em gestão de serviço de saúde, Valdenir Toledo; e a gerente técnica do programa saúde do adolescente, Eliane Espíndola.

Em geral, os profissionais convidados ressaltaram que os pais precisam entender que a sexualidade entre os jovens começa cada vez mais cedo, que as crianças estão expostas aos apelos de sensualidade da mídia, que a gravidez pode ocorrer assim que houver a primeira menstruação e entender que é necessário que seus filhos e filhas usem métodos contraceptivos.

Segundo eles, um dos fatores preocupantes é o fato do corpo da adolescente ainda estar em desenvolvimento e de o sistema reprodutor não estar preparado para gerar uma criança, alguns problemas como o tamanho e conformidade da pelve, a elasticidade dos músculos uterinos, os temores, desinformação da adolescente, dificultará o desenvolvimento do feto. Dessa forma ela vai interferir no seu desenvolvimento físico e psíquico. Além disso, o seu relacionamento social terá sérias mudanças na sua expectativa de vida

E mais, salientaram ainda que grande maioria destas adolescentes não estão preparadas financeiramente, nem emocionalmente para serem mães, e muitas vezes por não terem o apoio dos pais, são obrigadas a deixar os estudos de lado, e muitas vezes fogem de casa.

Esta inexistência de um modelo familiar, torna impossível essa possibilidade de orientação, ou seja, seria esse o espelho que estes adolescentes teriam o que faz com que seguissem o mesmo caminho.

Por isso, conforme os especialistas é muito importante haver um projeto de orientação sexual nas escolas, família, comunidade de bairro, igrejas. A sexualidade deve ser encarada como algo bom, saudável e necessário para o ser humano, desde que seja praticada com segurança e informação.

CRACK - um medo justificavel



Dentre todos os componentes do time das drogas: Dos componentes do time da morte, está a figura do crack. O crack como o mais avassalador, como o mais devastador de todo o conjunto de entorpecentes ou dos elementos químicos alucinógenos, que torna o seu usuário no maior dependente periculoso e debilitado existente. Torna o dependente capaz de qualquer coisa, capaz de matar ou morrer para sustentar o seu vício.

Crítica é a situação em que se acha o usuário e dependente do crack. Crítica não melhor é a situação em que se vive os seus entes queridos que nada fizeram para merecer tal castigo.

O fato é que o consumo deste e outras drogas têm causado grandes transtornos em toda a estrutura social, principalmente na área da saúde. No Brasil, a circulação do entorpecente já fez mais de um milhão de usuários, segundo levantamento do Ministério da Saúde. A vítima do crack é pobre, tem baixa escolaridade e possui entre 20 e 40 anos de idade, gasta todo o dinheiro que tem para consumir a droga, não tem acesso a tratamento e geralmente não costuma abandonar o vício por problemas de saúde.

Vale destacar ainda que um relatório divulgado no fim do ano passado pela CNM (Confederação Nacional de Municípios) apontou que 68 dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul enfrentam problemas com o crack. A pesquisa, que abrangeu 4,4 mil cidades brasileiras, revela o avanço do uso de drogas no País.

É diante desta preocupação e da enormidade de casos sobre o tema, que trouxe para a sociedade através do programa “Picarelli Debate” do dia (4/02/2012), a participação de alguns profissionais para discorrer sobre o assunto: Fernanda Cristina Rodrigues , gerente técnica de Saúde Mental SES; Sérgio Harfouche, promotor de justiça e presidente do Conselho Estadual Antidrogas ; Kleber Meneghel Vargas, médico psiquiatra e Pres. Associação Sul-Mato-Grossense de Psiquiatria; Juberty Antonio de Souza , médico psiquiatra e Pres. CRM-MS e chefe do serviço de Saúde Mental do Hospital Universitário.

Para os especialistas a tragédia do crack não é nova para o Brasil. Há anos, o país convive com o drama de violência e morte. Novo e oportuno, contudo, é o fato de a elite política do país, enfim, deve reconhecer ainda mais a emergência do problema, afinal infelizmente esse mal já é considerado em qualquer lugar uma epidemia!!
Na opinião dos convidados aqui presentes, é preciso investimento para aumentar a capacidade assistencial aos usuários, visto que um terço dos jovens morre após cinco anos de uso do crack. Eles precisam de assistência!

Eles afirmam ainda que, comparado a outras drogas, o crack é sem dúvida a mais nefasta, porque produz rapidamente a dependência: sob a compulsão pela substância, o usuário desenvolve mudanças de comportamento: Além de graves consequências para a saúde, a droga provoca no dependente atitudes violentas. Ele fica alterado, inquieto, irritado e, em geral, passa a se envolver com a criminalidade como nenhum outro usuário de drogas . A única prioridade é a droga: a saúde, a família, o trabalho e os amigos ficam de lado.

O fato é que a praga do crack nasceu e grassou entre os miseráveis, a tal ponto que "cracolândia" virou sinônimo de "local onde pobres consomem sua droga". É mais do que tempo de rever esse conceito,afinal é já é uma epidemia sem barreiras sócio-econômicas.

Por isso temos que estar reunidos pelo mesmo mal e almejar idêntico objetivo: tirar esta pedra do meio do caminho de nossas vidas ... uma realidade que provoca uma seríssima ameaça à juventude ainda sadia

Falta de atendimento - Por exemplo , para uma pessoa viciada em crack ter a chance de recuperação, necessita, ao menos, de 90 dias de internação, dependendo do seu estado de saúde.

A falta de atendimento aos usuários ainda é a principal dificuldade enfrentada pela maioria dos estados brasileiros. Em Mato Grosso do Sul, deveria existir unidades mais qualificadas para atendimento.

E mais, o tratamento depende, principalmente, do envolvimento da família do usuário, visto que após a internação, o retorno para casa é a parte mais difícil. Muitas deles não encontram apoio familiar e acabam voltando para as drogas

Plano - Em dezembro de 2011, o Governo Federal lançou o “Plano Nacional Crack, é Possível Vencer”. Uma das regras do programa foi tornar a internação compulsória uma política pública de combate às drogas. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, serão criados 308 consultórios de rua, com médicos, psicólogos e enfermeiros, que farão busca ativa de dependentes e avaliarão a necessidade de internação voluntária ou compulsória dos pacientes.

Ainda dentro do programa federal, que prevê investimentos de R$ 4 bilhões até 2014, está prevista a ampliação de mais 3,6 mil leitos na rede de assistência aos usuários de crack e outras drogas no SUS (Sistema Único de Saúde). Até lá também serão criados 2.462 novos leitos e outros 1.138 serão qualificados para se tornarem enfermarias especializadas em álcool e drogas.

Na primeira etapa do plano, o governo firmará parceria com oito estados para ações de enfrentamento ao crack, além de aumentar a oferta de tratamento a dependentes de drogas. Por enquanto, Mato Grosso do Sul não está entre os primeiros estados beneficiados. De acordo com o secretário de Justiça e Segurança Pública do Estado, Wantuir Jacini, os municípios sul-mato-grossenses devem ser incluídos no programa a partir do segundo semestre deste ano.

A expectativa é que o programa seja lançado no Estado em junho. Vamos torcer!!
Que Deus continue nos abençoando!!!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Feliz 2012: Deus está sempre em nossos corações!



Feliz 2102: Sejam sempre bem-vindos ao meu blog ....., não pude estar aqui antes, mas saibam que chegamos a mais um ano, neste momento a esperança de dias melhores são refeitas, da mesma forma que o desejo de ser feliz e viver em um país honesto, justo e igual . O nosso orgulho é poder sempre compartilhar das conquistas políticas e sociais que até aqui alcançamos . Novos projetos estão surgindo e neles está a sua participação.

È assim, jamais podemos esquecer que 2012 chega com um ar de que tudo pode melhorar. Este novo tempo começa agora... Que tenhamos neste ano de 2012 amor e paz acima de tudo em nossos corações e muito respeito para conosco e para com o outro.

E é com esse pensamento que desejo a todos: um ótimo 2012 , repleto de saúde, paz, amor, prosperidade e muita justiça.

Alegrem-se .... Deus está sempre em nossos corações!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Convênios para liberação de emendas são assinados na Assembleia

Não havendo a sessão ordinária no Plenário Deputado Júlio Maia, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, foi palco nesta quinta-feira (17/11), às 9h, da cerimônia de assinatura de termos de convênios decorrentes de emendas parlamentares ao FIS/2011 (Fundo de Investimentos Sociais).

Devido à assinatura dos convênios, cada um dos 24 parlamentares tem R$ 800 mil disponíveis para destinar às áreas de saúde, educação e assistência social, o que totaliza R$ 19,2 milhões.

A exemplo dos meus colegas parlamentares, destinei para 2011 parte de minha verba decorrente de emendas parlamentares para atender entidades e instituições situadas em Campo Grande. Como já foi mencionado, com uma cota de R$ 800 mil, pude destinar mais de R$ 400 mil para a Capital, ficando o restante para auxiliar as prefeituras e outras instituições do interior do Estado.

Conheça alguns deles:

A Sociedade Beneficente Barão do Rio Branco em Campo Grande, que tem o intuito de promover a inclusão social, foi contemplada com R$ 100 mil para a compra de material permanente; Já a Associação de Reabilitação Parceiros da Vida – Esquadrão da Vida, que desenvolve ações de apoio à reabilitação de dependentes químicos, recebeu verba no valor de R$ 110 para a execução de obras em alojamentos; No mesmo sentido, o Centro de Recuperação Vida Plena Tratamento Álcool e Drogas também foi contemplada com R$ 140 mil.

Interior - Municipios como: Aquidauana, Coxim, Guia Lopes da Laguna, Sidrolândia, também foram contemplados com a emenda parlamentar.

A cidade de Coxim por exemplo, recebeu R$ 100 mil para garantir a compra de uma ambulância UTI móvel que irá auxiliar o hospital em situações de transporte de pacientes ou outros casos de maior gravidade. Já a cidade de Aquidauna destinei R$ 130 mil à aquisição de material permanente para a Associação Ação Evangélica.

Quero deixar registrado que infelizmente eu não pude contemplar todas as cidades do Estado com a verba, mas tentei priorizar aqueles prefeitos e pessoas que me procuraram. Espero que na próxima eu consiga beneficiar mais municípios.

Essas emendas significam um avanço muito grande para essas entidades que de portas abertas para a sociedade procuram realizar um trabalho com excelência. Fico muito grato em poder contribuir.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Diga não a Violência contra criança e ao adolescente....



“A criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais e públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência”.

Das formas de abuso contra a criança, o abuso psicológico é, provavelmente, o mais dissimulado. É também o mais freqüente, pois acompanham todos os outros. Ele raramente se apresenta sozinho, vem sempre associado às agressões físicas, exclusão social, abuso sexual, exploração do trabalho, entre outras inúmeras formas de privação da infância.

Segundo dados do LACRI( Laboratório de Estudos da Criança, da Universidade de São Paulo), cem crianças morrem por dia no País, vítimas de maus-tratos e mais de 6 milhões de crianças sofrem abuso sexual todos os anos no Brasil. Na grande maioria das vezes, os casos de violência contra criança é praticada por conhecidos: pais, parentes, agregados e amigos da família em ambientes supostamente seguros, como a residência.

Contudo, apenas 2% dos casos, ocorridos dentro das famílias, são denunciados à polícia. Já a Pesquisa da Sociedade Interamericana de Abuso e Negligência da Infância indica que aproximadamente 18 mil crianças são espancadas diariamente, no País.

Diante da enormidade de casos de agressões em crianças o qual somos testemunhas diárias através dos jornais, nós não podemos fazer de conta que nada está acontecendo, principalmente porque somos pais, avôs que amam seus filhos. Temos o dever de incentivar o educar e não o bater e agredir.

Acompanhando as discussões em torno desta violência contra a criança e ao adolescente, que comandei nesta semana (12/11) um debate sobre o assunto no programa “Picarelli Debate “, exibido pela Rede Record MS com os meus convidados: A Conselheira Tutelar, Sandra Souza Szablenwiski; a Delegada da DPCA, Regina Márcia Rodrigues; o Sociólogo, Paulo Cabral e Comandante da PM, Sebastião Henrrique Bueno.

Durante o debate colocamos a questão da educação dos Pais com seus filhos nos dias atuais. Infelizmente a maiorias deles ainda recorrem à palmada como método de "educação" em pleno século XXI. Inseridos na "era da informação", temos acesso facilmente a publicações das mais diversas naturezas, pesquisas e campanhas de toda sorte que claramente expõem o quanto a palmada e outros tipos de castigos físicos são prejudiciais para o desenvolvimento criança não apenas do ponto de vista físico, mas também do moral, social, afetivo, dentre outros.

É lastimável saber que pais "modernos" têm criado seus filhos à luz do autoritarismo, da agressividade e da frieza da educação "tradicional", alegando ser um ato de amor, mesmo sabendo, muitas vezes, que a palmada não se trata de uma prática educativa.

Além de não ser educativa, a palmada é extremamente contraditória. Quem ama, não agride! Quem ama, não bate! Quem ama, educa, mas, infelizmente, bater é muito mais fácil que educar.

Bater em crianças é um atestado de incompetência, desequilíbrio e fracasso do adulto, que culmina em uma descarga de raiva quase sempre seguida por um sentimento de culpa. O ato de bater em crianças reforça a tão criticada relação de submissão do mais fraco ao mais forte, caracterizando um claro exemplo de covardia. Trata-se de um ato estressante para adultos e traumático para crianças. Além disso, não tem nenhuma garantia de eficácia e pode ocasionar dor, medo, ressentimento, rejeição e rebeldia que a curto, médio e longo prazo resultam sérios danos emocionais ao indivíduo agredido.

É preciso que nós, pais, aprendamos a educar nossos filhos de fato e, para isso, é necessário que construamos aos poucos um novo modelo de educação que proporcione às nossas crianças valores sólidos e disciplina sem utilizarmos qualquer tipo de violência física ou psicológica como ameaças, por exemplo, que podem ter um efeito impactante na construção da personalidade da criança.

Uma boa maneira de educar é fortalecer os vínculos e dar novos rumos à relação entre pais e filhos, construindo um ambiente de carinho, confiança e, sobretudo, respeito mútuo. Dê o exemplo, seja o exemplo. E, sobretudo, ame-o Eduque-o com carinho e jamais utilize a violência para dar limites ao seu filho porque BATER EM CRIANÇA É COVARDIA!

O fato é , a violência doméstica é muitas vezes tratada como assunto privado e acaba sendo tolerada pela sociedade e pelo poder público. Daí a importância dos Conselhos
Tutelares, criados como instrumentos para que o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente, seja aplicado. Estes órgãos exercem um papel fundamental ao oferecer uma porta de entrada para denúncias, mesmo que anônimas, mas que possibilitam o diagnóstico dos casos de violência contra crianças.

Para médicos, professores e outros profissionais que trabalham com crianças, a denúncia é obrigatória, sob pena de serem responsabilizados por omissão de socorro.

Com certeza, os Conselhos Tutelares carecem de equipamentos, de capacitação, de redes de apoio, etc. Como cristão que sou não posso me omitir sobre a opinião da Palavra de DEUS, que nos orienta a corrigirmos nossos filhos com disciplina, porem sem feri- los….a desordem pública hoje se deve ao esquecimento desse principio e a falta total de correção.

É certo que a violência contra a criança acontece no mundo todo e em todas as camadas sociais e é nosso dever fazer alguma coisa para diminuir isso. Torno a repetir, uma criança tem que ser cuidada com amor e carinho, para que se transforme num adulto que tratará suas crianças com amor e carinho num circulo virtuoso e não num circulo vicioso de agressão e maus tratos. Equilibrar palavras e atos assertivos, sem recorrer o uso de violência física, é fazer da educação uma arte e nova ética para uma nova geração que poderá ser mais democrática e mais feliz. Só assim seguiremos para um mundo realmente melhor.